Metadados
O que o arquivo registra sobre si: quando foi criado, por qual programa, se foi modificado depois. Como podem ser alterados, se conferem contra os demais registros.
Perícia digital · consultoria técnica extrajudicial
A perícia de contrato eletrônico examina os rastros que um contrato feito por aplicativo ou plataforma deixa: os metadados do arquivo, o hash que denuncia alteração posterior, o registro de autenticação e a trilha de auditoria. Diz o que cada registro sustenta e o que não sustenta. É contratada pela parte ou pelo advogado dela.
Exame e parecer de Caio César Alves de Azeredo — quem examina é quem assina. Atualizado em .
O que se examina
Contrato feito por aplicativo deixa rastro em dois lugares. Dentro do arquivo: os metadados, o registro da assinatura e o hash que denuncia alteração posterior. E no sistema do banco ou da plataforma, que registra de onde partiu o acesso e precisa ser requisitado. O exame lê cada um e diz o que ele sustenta.
O que o arquivo registra sobre si: quando foi criado, por qual programa, se foi modificado depois. Como podem ser alterados, se conferem contra os demais registros.
Uma sequência calculada a partir do conteúdo. Comparado ao hash registrado pela plataforma, quando ela o registra, mostra se o arquivo é o mesmo que foi assinado.
De onde partiu o acesso e quando. Fica no sistema do banco ou da plataforma, e precisa ser requisitado.
Os eventos que a plataforma de assinatura registra — envio, abertura, aceite —, em geral com data, hora e endereço de internet.
Chega assim, quase sempre
Trilha de auditoria
Ela mostra o que a plataforma registrou: que um acesso, com aquelas credenciais, percorreu aquelas etapas, naquela data e hora, a partir daquele endereço de internet. Sozinha, não diz quem estava do outro lado da tela. Essa pergunta pede o cruzamento da trilha com os outros registros — o do arquivo, o de autenticação, o do banco —, e o parecer diz até onde o conjunto chega.
Pelo mesmo motivo, print não basta: captura de tela sem rastreabilidade não entra no laudo, porque print que não se confere não prova de onde veio.
IP e geolocalização
Sozinhos, não. O endereço de internet (IP) indica a rede de onde partiu o acesso, e a localização derivada dele aponta uma região aproximada — nunca a porta de uma casa. O que o IP faz é entrar no cruzamento com os demais registros: um dado isolado indica; é o conjunto que sustenta, ou não sustenta, uma conclusão.
Integridade
O hash SHA-256 é uma sequência de 64 caracteres calculada a partir do conteúdo do arquivo. Qualquer alteração, por menor que seja, gera outra sequência. Por isso ele funciona como impressão digital: hash igual, arquivo igual.
Cadeia de custódia é o registro do caminho do arquivo — de quem veio, quando, como foi guardado — desde a coleta até o parecer. Preservada, ela permite verificar que o exame foi feito sobre o arquivo recebido, e não sobre uma cópia alterada no caminho. Por isso o material que se envia é o PDF original, com os metadados preservados.
Grau de conclusão
O parecer conclui de forma objetiva. Ao lado da conclusão, informa na escala ENFSI, da European Network of Forensic Science Institutes — a rede europeia de institutos de ciência forense —, com que força os registros examinados a sustentam. É uma forma de declarar o limite do exame em vez de escondê-lo.
Para advogados
Posso ser indicado assistente técnico da parte que você patrocina: quesitos ao perito, acompanhamento do exame, pedido de esclarecimentos, análise crítica do laudo e parecer divergente — conferindo hash, metadados, registro de autenticação, trilha de auditoria e se a cadeia de custódia foi preservada. Antes de levar aos autos, o mesmo exame diz se o contrato eletrônico sustenta a suspeita, e com que elementos.
Material e prazo
O PDF original do contrato, com os metadados preservados — o arquivo, não um print da tela. Se já houver ação, as peças do processo e o laudo que você quer contestar. O prazo é de 15 a 20 dias úteis, contados do pagamento e do recebimento dos documentos completos.
A resposta ao primeiro contato sai em até 24 horas úteis, com a proposta, e nenhuma cobrança é gerada antes da sua aprovação. Como funciona, passo a passo.
Dúvidas
O parecer conclui de forma objetiva e, ao lado da conclusão, informa na escala ENFSI — da European Network of Forensic Science Institutes, a rede europeia de institutos de ciência forense — com que força os registros examinados a sustentam. Assim o limite do exame fica declarado, e não escondido.
É a sequência de eventos que a plataforma de assinatura registra — envio, abertura, aceite —, em geral com data, hora e endereço de internet de cada etapa. Mostra o que a plataforma registrou. Quem estava do outro lado da tela é outra pergunta, que pede o cruzamento da trilha com os demais registros.
Sozinhos, não. O endereço de internet indica a rede de onde partiu o acesso, e a localização derivada dele aponta uma região aproximada — nunca a porta de uma casa. O que o IP faz é entrar no cruzamento com os demais registros, e o parecer diz até onde esse cruzamento chega.
Print que não se confere não prova de onde veio. Captura de tela sem rastreabilidade não entra no laudo; o que se examina é o arquivo original, com os metadados preservados, e os registros do sistema que gerou o contrato.
Não. Na prova digital, basta o PDF com os metadados preservados, e o exame é inteiramente on-line. Só o exame de documento original em papel — assinatura de caneta — depende de envio físico, pelos Correios.
Você recebe o parecer assim mesmo, com a conclusão que os registros sustentam. Descobrir cedo que a suspeita não tem base técnica costuma valer mais do que descobrir isso depois de ajuizar — e é o que separa um exame de uma encomenda.
Sem compromisso, e sem cobrança gerada antes de você aprovar a proposta.