O documento em que ela aparece
Contrato, cheque, procuração, escritura, nota promissória. De preferência o original.
Grafotécnica · consultoria técnica extrajudicial
O exame grafotécnico particular confronta a assinatura questionada com assinaturas da mesma pessoa feitas na mesma época, traço a traço, para dizer se ela partiu daquele punho. É contratado pela parte ou pelo advogado dela, fora da perícia determinada pelo juízo, e termina num parecer com as imagens anotadas e o método descrito.
Exame e parecer de Caio César Alves de Azeredo — quem examina é quem assina. Atualizado em .
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Método do exame
O exame começa pelo material de confronto, não pela assinatura suspeita: assinaturas reconhecidamente da pessoa a quem ela é atribuída, feitas perto da data do documento — de cheque, do RG, de outro contrato. São os padrões. Padrão de outra época mostra a mão de outro momento, e é um dos pontos que a análise crítica de um laudo aponta.
Depois, assinatura questionada e padrões vão lado a lado, ampliados, e a comparação é ponto a ponto. Não se compara o desenho de conjunto: parecido não é idêntico, e diferente não é falso. Compara-se o jeito da mão:
Cada ponto vai marcado na imagem, numa prancha de cotejo, para você enxergar com os próprios olhos o que eu enxerguei. O método vai descrito no parecer de modo que outro perito possa refazer o exame.
Sobre o tema, escrevi Eu Não Assinei Isso: como reconhecer sinais suspeitos em assinaturas no papel e no digital.
Material
Contrato, cheque, procuração, escritura, nota promissória. De preferência o original.
Reconhecidamente da mesma pessoa e feitas perto da data do documento. Quanto mais perto da data, mais o confronto diz sobre a mão daquele momento.
Viaja por Sedex com aviso de recebimento, fica sob minha guarda enquanto está aqui e volta junto com o parecer.
Falta de documento é diagnóstico, não impedimento. Se com esse material não houver o que examinar, eu digo isso em até 24 horas úteis.
Chega assim, quase sempre
Para advogados
Posso ser indicado assistente técnico da parte que você patrocina: quesitos ao perito, acompanhamento da coleta de padrões e do exame, pedido de esclarecimentos, análise crítica do laudo e parecer divergente — apontando padrão de confronto de outra época, cotejo por semelhança de conjunto, imagem sem resolução para exame e conclusão sem o traço que a sustente. Antes de levar aos autos, o mesmo exame diz se a assinatura sustenta a suspeita, e com que elementos.
Conclusão
O exame responde a uma pergunta: a assinatura questionada partiu do mesmo punho que fez os padrões? A resposta vem com os pontos que a sustentam, marcados na imagem.
Conclui
Se o traço questionado é ou não do punho que produziu os padrões, com os elementos gráficos que sustentam a resposta.
Serve para
Decidir se a suspeita vai aos autos e com que base, instruir a resposta a um laudo já juntado ou conversar direto com quem está cobrando.
Não decide
Se houve fraude, se o contrato vale ou quem responde por ele. A tese sobre o documento é do advogado, e quem decide a causa é o juízo.
Não é
Uma conclusão contratada. Se o confronto não sustenta a suspeita, é isso que o parecer diz — no mesmo prazo e com o mesmo cuidado.
Prazo e contratação
De 15 a 20 dias úteis, contados do pagamento e do recebimento dos documentos completos. Se algum documento essencial estiver faltando, eu aviso antes de o prazo começar a correr.
A resposta ao primeiro contato sai em até 24 horas úteis, com a proposta, e nenhuma cobrança é gerada antes da sua aprovação. Como funciona, passo a passo.
Dúvidas
A olho, não dá: parecido não é idêntico, e diferente não é falso. A assinatura verdadeira varia de um dia para o outro, e a imitada pode acertar o desenho de conjunto. O que separa uma da outra é o exame ponto a ponto — ataque, remate, pressão, inclinação, mudanças de direção — contra padrões da mesma época.
Sobre digitalização em alta resolução, sim. O que a cópia não mostra é a pressão que a caneta fez no papel e a dinâmica do traço: essas só se examinam no original, que por isso é recomendável, não obrigatório. O original viaja por Sedex com aviso de recebimento e volta junto com o parecer.
Ele é um parecer técnico extrajudicial e pode ser apresentado pela parte, inclusive como manifestação de assistente técnico. Não substitui a perícia determinada pelo juízo, e a admissibilidade da prova é decisão do juiz — nenhum perito pode prometer isso.
Quando o contrato foi aceito no aplicativo ou numa plataforma de assinatura eletrônica, sem caneta no papel, não há traço manuscrito para confrontar. O que se examina são os registros digitais — metadados, hash, registro de autenticação e trilha de auditoria —, num exame próprio: a perícia de contrato eletrônico.
Você recebe o parecer assim mesmo, com a conclusão que o confronto sustenta. Descobrir cedo que a suspeita não tem base técnica costuma valer mais do que descobrir isso depois de ajuizar — e é o que separa um exame de uma encomenda.
Sem compromisso, e sem cobrança gerada antes de você aprovar a proposta.